Aos cinco, seis anos, costumava juntar minhas bonecas (que não eram tantas) e tornava-as minhas aluninhas! Era uma das minhas brincadeiras prediletas! Devido às aulas de meu pai, ao entrar na escola, na 1ª série, aos sete anos, as dificuldades relacionadas à alfabetização, por exemplo, eram superadas com mais facilidade.
Quem diria que aquela garotinha, filha de pai pouco instruído, que estudara até a 4ª série e de mãe que, infelizmente, não tivera acesso à educação, mas, apesar disso, era extremamente inteligente, pudesse atuar nessa área da educação?!
Professora Cida R. Quirino
Minha experiência com a leitura e a escrita começou com sete anos de idade, não me lembro de termos livros em casa e nem de escola infantil. Cresci no meio de pessoas que adoravam contar histórias e isso despertou em mim uma vontade de aprender a ler e a escrever. Fui alfabetizada com tanta facilidade, que no final do ano letivo a professora me escolheu como a melhor aluna da escola; com direito a homenagem e medalha no Salão dos Expedicionários em Mogi. Nunca esqueci! O método muitos conhece: exercícios de coordenação motora e a famosa cartilha “Caminho Suave”. Com nove anos ganhei o primeiro livro “Alice no país das maravilhas” (Lewis Carroll) - adorei! Na época não tínhamos recursos financeiros para comprarmos livros, então lia somente o que ganhava: revistas com fotonovelas, gibi, romance de banca de jornal (Sabrina, Júlia, etc.). Isso influenciou na escrita de cartas, porque no final das revistas e dos gibis tinha um caderno de “correio” com endereços e algumas tinham fotos, às vezes escolhia o endereço por perfil, outros pela foto; e assim me correspondia. Era muito bom, fiz algumas amizades com pessoas de outros estados. Mas a gente cresce e tudo muda, parei de escrever cartas e comecei com o “caderninho de recordações”. Gostava de escrever nele todos os dias, era como um diário. Tinha poesias, versinhos com nomes de meninos, coisa de adolescente. Quando o ano terminava, pedia para algumas professoras, colegas e poucas amigas para deixarem uma mensagem. Quando não tinha ninguém em casa, entrava no meu quarto, trancava a porta e ali ficava horas lendo. Nunca me senti sozinha, pois os livros, as revistas e o caderninho eram meus companheiros, com eles eu ria, chorava, conversava e sonhava. Meus irmãos às vezes ficavam atrás da porta ouvindo tudo e depois me chamavam de “louca”. Nunca dei importância para esses comentários, eu gostava de ler, escrever - de preferência com privacidade e silêncio. Certa vez uma professora me emprestou o livro “Pássaros Feridos” (Colleen Mccullough), fiquei quase vinte quatro horas dentro do quarto lendo, só saía para ir ao banheiro ou beber água, minha mãe ficou preocupada, porque eu chorava muito, a história era muito triste. Hoje leio de tudo, apesar de gostar mais de romances; leio por fruição, para ampliar meus conhecimentos, sobretudo gosto muito de ler em voz alta – mas para alguém, é claro!
Professora Regina Pupo
Fico muito feliz em poder compartilhar minhas experiências de leitura, com outras colegas, professoras.Quero lhes falar que eu componho poesias desde os quatorze anos, adoro este
gênero, eu já escrevi e publiquei no recantodasletras 1043 textos, mais de 400 poemas, mastem também prosa poética, um pouco de crônicas e outros, tenho quase 16.000 (dezesseis mil acessos ).Lá também tem dicas de redação e um pouco de gramática, quem quiser mevisitar, será um prazer.Como poetisa, eu incentivo meus alunos a escrever, alguns deles, já demonstraram facilidade com poemas, por isso sempre é bom orientá-los nessa atividade, muitas vezes, temas simples, favorecem a ótimas produções, como :"Na minha rua", cada
um vai descrever e divulgar o que sua rua tem, desde árvores, casas, comércios,etc; outro tema importante é "Minha mãe me ensinou", eles citarão coisas que as mães lhes ensinaram,desde as boas maneiras, como a ter respeito ao próximo, não ouvir conversas alheias, enfim,como se comportar na casa dos outros e outros lugares, isso os faz notarem os valores e a e as normas de convivência, embora alguns fujam a elas, sempre é bom lembrar-lhes. E,
desse modo, ao socializarmos as produções, eles poderão comparar, vendo onde deixaram
a desejar. nesse sentido.Já apliquei esses tem e obtive excelentes resultados.
Professora Marlene Couto
Quando completei a idade escolar
minha mãe não me matriculou, e me fez esperar por um ano até minha irmã mais
nova poder ir à escola comigo. Na cabeça dela aquilo era o certo. Naquela
época, mesmo inconscientemente eu sabia que deveria correr para aprender, pois
todos os outros alunos estavam um ano à minha frente.
Tudo que me ensinavam me deixava fascinada e
eu queria mais e mais. Quando ganhei minha cartilha nem pude acreditar! Era só
minha, e eu podia guardar comigo. Aquilo significava muito, pois em nossa casa,
de gente simples do sertão, não havia muitas opções de leitura. Desde então sou
apaixonada por livros. Tenho muitos e já li quase todos. Alguns, eu confesso,
tenho para mantê-los perto de mim reservados para um bom momento. Hoje penso
que minha mãe e Dona Benedita, minha primeira professora, foram as responsáveis
por eu gostar tanto das letras.Professora Maria do Socorro Colares Vidal
"Você me fez lembrar não da lousinha verde, mas da porta que tínhamos na lavanderia. Tinha oito anos e adorava brincar de "escolinha". Todos os dias eu pedia para minha professora um pedacinho de giz, e quando chegava em casa: almoçava, fazia as tarefas da escola, ajudava minha mãe arrumar a cozinha e depois corria chamar minhas coleguinhas para brincarmos de escolinha, é claro que eu era a professora. Coitada da porta, como escrevi nela! Depois pegava uma escovinha e limpava senão a mamãe não deixava brincar mais. Com isso ajudei minhas coleguinhas que tinham dificuldades na escola e comecei a sonhar...'Um dia vou ser professora!'"
ResponderExcluirComentário de Regina Pupo
"São recordações como esta, inesquecíveis, que nos fazem reviver, com saudade, nossa infância,com a vivência que tivemos, cada uma a sua maneira, mas gratificante.Eu, por exemplo, tive a oportunidade de ler coleções de Monteiro Lobato, de José de Alencar, quando passava férias, na minha adolescência, na casa de uma tia, junto às minhas primas, uma vez que meu tio tinha boas condições financeiras e podia comprar as obras.A estante de lá era recheada e eu, ao invés de brincar, preferia dissecar os livros, as aventuras da Emília, do Pedrinho e da Narizinho, assim como os maravilhosos romances de José de Alencar, enquanto minhas primas queriam só brincar.Pode uma coisa dessas? mas é verdade.Eu voltava para casa com as histórias no meu pensamento."
Comentário de Poetisando
"Você me fez lembrar de quando minhas tias me perguntam o que eu queria ser ao me tornar adulta, eu prontamente respondia a elas "professora", creio que ensinar está na minha alma, nas minhas veias e no meu coração, apesar de que minha mãe desejava que eu fosse enfermeira,m mas a minha paixão pelas letras e palavras falou mais alto"
Comentário de Poetisando
"Boa noite.Parabéns pelo blog. Hoje sabemos como é importante a participação da familia no processo de ensino e aprendizagem."
Comentário de Aurea Vieira
Como disse com tanta propriedade Guimarães Rosa:"Mestre não é aquele que ensina, mas quem de repente aprende." Não sei se reproduzi exatamente com as palavras dele, entretanto é pura verdade.Aprendemos com nossos alunos a cada dia pois, às vezes, temos que mudar de estratégia, durante certas aulas, por sermos surpreendidos reações as quais não esperamos, tendo que deixar de lado a aula de gramática ou de produção de texto, e dialogarmos com eles ou, outras vezes, contarmo-lhes histórias para, depois, obtermos algum resultado, não é mesmo? O que importa realmente é a intenção.Um dia desses, no 1º colegial F, da escola em que leciono, os alunos estavam produzindo uma crônica, uma libélula surgiu do nada e alguns ficaram brincando com ela, jogando-a para um lado e para o outro, até em cima dos colegas, até que mataram a libélula; indignada eu disse a eles:"Vocês vão apodrecer no fogo do inferno por matarem um inseto tão indefeso"Resolvi jogá-la pela janela, para evitar o transtorno de em
Comentário de Poetisando
Interessante como a leitura nos envolve, não é mesmo? Ficamos, às vezes até obcecados.Quando era mais jovem já casada, com uns vinte e poucos anos, alguém me emprestou um volume de As brumas de Avalon, eu adorei; não sabia que havia lido o volume dois e, para entender melhor a trama, teria que ler, primeiramente, o volume um, depois, a partir daí, não fiquei mais sossegada, lutei até conseguir o outro livro, pois sentia tanta curiosidade, que me parecia faltar algo.Não é impressionante?
Comentário de Poetisando
ResponderExcluirOs comentários de Poetisando pertencem a Marlene Couto